quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Não fomos feitos para o amor

Não pertenço
Tão pouco tu és meu
Diria que a calorosa luxuria do dia
De um passado que nunca viria
Ao nosso corpo cedeu 

Pudera eu, portanto, ter teu sexo contra o meu
Como Baco, embriagado, deslizando por dentre as minhas coxas
Extasiando-me de prazer

Teus dedos percorrendo meus lábios
Transbordando minha língua
Escorrendo pelo meu peito
Desaguando no meu quadril
Afogando-me no prazer do teu toque gentil

Gentileza que também conhece brutalidade 
Ao dos dedos contra minha defesa
E corroer com as unhas a minha carne

Contra o teu, o meu corpo  seria o templo
Dentro de mim,  em adoração
Adonis suplicaria pela tua benção
Para que escorresse pelo meu rosto
O prazer do teu corpo meu

E se ao final do fulgor da tua beleza ereta
Transbordasse em chamas sobre mim
Gozaria e te diria

Não fomos feitos para o amor. 

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