sábado, 21 de fevereiro de 2015

Coração Masoquista

Das verdades que eu evito contar, me ressalta a ideia de ter um coração masoquista. Sim, eu irei negar os amores fáceis, eu irei negar a iniciativa amorosa que não me doa... Sim, eu escolho por sofrer, escolho pelo vazio e escolho pela solidão... Meu amor é fatal e tem que doer, tem que sangrar.

Minha preferência é por sabores amargos, que preenchem a boca, que deixam o lábio dormente e que chupam a língua. Sabores dos quais as papilas não esquecem e que sonham com a volta da sensação. Sabores que dizem que te amam e que em seguida não estão preparados... É amargo, sim, desilusão tem esse gosto. 

Nessa lógica, eu poderia afirmar que amo os espíritos livres... Mas os odeio. Nesse masoquismo, poderia afirmar que amo os sadistas - também os odeio. Ainda, poderia afirmar que odeio os sabores doces, mas seria mentira, pois os amo. 

Com todo meu afeto pelo sofrer, ainda fantasio, ainda almejo um sabor doce, seguro. Renuncio a chibata, se possível, pelo calor dos braços fortes. Pela força de um corpo contra o outro. Renuncio aos sonhos da minha boca por um desejo maior, por um pedido do meu corpo. Um desejo que derrete pelos olhos e se esvai pelo corpo, com forma de arritmia e excitação.

Renuncio ao eu masoquista pelo direito de amar. 
Renuncio a mim, por amor.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Tempo Espera, A Morte Aguarda

Como dono da minha mortalidade 
Aceitei minha efemeridade 
Me dei um prazo de Validade 


está por acabar .