terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Vinho

Eu sinto o teu punhal
O sinto dentro de mim
Torça-o, faça doer, faça sangrar

Tira de mim o doce suco vermelho escarlate
Consome as perolas dos meus olhos
Mergulha-me no limbo, me deixa no escuro

Ao teu prazer, teu deleite suave
Tira de mim as forças...
E torce o punhal... Faça doer, faça sangrar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cartas para Julieta I

Para Julieta

Que a beleza da noite – tão sombria e crua, envolva nossos corpos. De tal forma que meu coração se junte ao teu e que nossos olhos fixem-se a jamais olhar a alma de outro. Que nossos lábios – flores puras da jovialidade – toquem se no frenesi selvagem da luxuria. Que o sabor salgado da tua pele sacie meus desejos e, os prazeres do teu corpo, saúdem minhas vontades. Ofereço-te os mistérios do meu coração – pulsante e ofegante, e meu eterno fervor. Minha doce Julieta, cujo sorriso paira sobre o vazio da existência, oferece-te um lar para residir o teu coração.

De sua amada, Ofélia

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Worth


It’s not Worth
Not worth the screaming
Not worth the beating.

Not worth the thinking
No worth the acting
Not worth the spending
Not worth at all

But still…
Takes all the heartbeats
Takes all the breath
Leaves it with no air

Suffocating
Slow death
Quick Redemption
But not worth.